Isabel Maria Contreras do Botelho

Pintora

 

 
 
email: isabeldobotelho@gmail.com 

 

Isabel Maria Contreras do Botelho nasceu em Lisboa. Pinta e desenha desde longa data, ensinado Pintura e Desenho em organismo privado.

A sua pintura sendo assumidamente figurativa, tem uma via própria, gestual e intuitiva, mas, simultaneamente, conceptual e marcada por simbologias.

Reflectem-se memórias e estados de espírito, imagens de coisas antes vistas, em lugares e momentos talvez imaginados.

Utiliza vários tipos de materiais, óleo, acrílico, pastel, guache, aguarela e Tina da China.

Seguiu sempre um percurso independente, fazendo da sua criação artística um acto muito pessoal carregado de intenções.

O ensino da Pintura tem sido uma contínua via de “aprendizagem, com os seus alunos...”.

Os Açores e a Galiza, estão-lhe no sangue, cruzando-se as vivências de Lisboa em que vive e o Alentejo e os Açores onde passou muitos dos períodos da sua infância.

Citação Teresa Sá Couto

...“A pintora, que expõe desde 2003, apresenta um conjunto de trabalhos com o tema da mulher. Melhor: um hino à mulher, não a mulher idealizada, mas a mulher real, que molda o seu quotidiano com a matéria opalescente da alma, tudo vertido numa matéria plástica a um mesmo tempo delicada e vigorosa.”... 

...“Há meio século, José Régio trazia para a literatura portuguesa o enigma e a fulguração do universo feminino com “História de Mulheres”; o autor de “O Vestido cor de fogo” e “Cântico Suspenso” descrevia mulheres com compreensão e verdade no mistério dos seus destinos.

Hoje, a pintora Isabel Botelho recupera aquela herança ao trazer-nos uma galeria de mulheres, da fidalga à plebeia, que relatam as suas biografias espirituais e histórias de vida, em telas luminescentes e de cores fortes ou, no descanso da cor, em desenhos de intimidade poderosa.

Têm poder catártico, estas mulheres, prenhes de movimento conseguido pelo jogo que encetam com o receptor, que lhes cata narrações de desassossego ou beatitude, sonho ou resignação: é a mulher que se deixa contemplar, no intimismo da solidão; é a mulher virtuosa, lasciva, em pose voraz, pose crispada, corpo contorcido, mostrando o nu volumoso de inflacionado erotismo; é, sempre, a mulher na tarefa do silêncio sobre o tempo e com ele a narração da condição feminina.” ...

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Born in Lisbon, Isabel Maria Contreras do Botelho has been painting and drawing for some time. Works in a primate organization as teacher of Arts in Painting and Drawing.

Although personally assumed as figurative,  her paintings have a personal life, gestural and intuitive  but, simultaneously, conceptual and marked by symbologies.

Memoires and spiritual moods, images of objects seen in the past, in places and moments perhaps imagined.

She works with various types of materials, oils, acrylics, pastels, guaches and water colours, indian-inks.

Has always followed an independent streak, transforming her artistic creations in very personal scenes, full of meaning.

The Azores Islands and Galiza, are in her blood, together with her experiences of Lisbon where she lives, and the Alentejo and the Azores where she spent large periods of her childhood.

Teresa Sá Couto Text

...“The painter, who exhibits since 2003, shows a set of works under the subject “The woman”. Even better, the exhibition is a hymn to the woman, not the idealized woman, but the real one, who shapes her day-today life with an opalescent matter, all transformed into a vigorous and at the same time delicate plastic art.”...

...“Half a century ago, José Régio brought to the Portuguese literature the enigma and the scintillation of the feminine universe with “História de Mulheres”; the author of “O Vestido cor de fogo” and “Cântico Suspenso” describes women with sympathy, in a true light, within the mystery of their destinies.   

…”Today the painter Isabel Botelho recaptures that inheritance by showing us a gallery of women from the aristocrat to the plebeian, who tell us the stories of their lives and their spiritual biographies, though luminescent paintings in strong colours or, colour in its resting state, in drawings of powerful intimacy.

These women have a cathartic power, pregnant with movement achieved by the interchange with the viewer, who quests their narrations of unrest or beatitude, dreams or resignation: it is the woman who lets herself be contemplated in the intimacy of solitude; it is the virtuous, lascivious woman, in hungry and crisped poses, contorted bodies, showing voluminous nudes, inflationed by eroticism; is, always the woman in her destiny of silence through time  and the narration of the feminine condition.” ...

 Translated by

Maria do Carmo Brandão

 

 

 

Vídeo Isabel Contreras bOtelho

Beautiful Unknown

Palácio Galveias - Lisboa

11 de Fevereiro de 2009

Museu da Tapeçaria - Portalegre- Novembro 2009